Páginas

domingo, 29 de março de 2015

Novos Textos no GnosisOnline Link to GnosisOnline O amor

Novos Textos no GnosisOnline

Link to GnosisOnline

Posted: 04 Mar 2015 02:27 PM PST

Os alunos e alunas devem compreender de forma integral, desde os bancos da escola, isso que se chama amor.
O medo e a dependência costumam confundir-se com o amor, mas não são o amor.
Os jovens e moças dependem de seus pais e professores e, é claro, que os respeitam e temem ao mesmo tempo.
Os meninos e meninas, os jovens e senhoritas, dependem de seus pais para questões de roupa, comida, dinheiro, moradia, etc. A todas as luzes, fica claro que se sentem protegidos. Sabem que dependem de seus pais e, por isso, os respeitam e até os temem, mas isso não é amor.
amorComo exemplo do que estamos dizendo, podemos verificar com inteira exatidão que todo menino, menina, jovem ou senhorita tem mais confiança em seus amiguinhos ou amiguinhas da escola do que em seus próprios pais.
Realmente, os meninos, meninas, jovens e senhoritas falam com seus companheirinhos e companheirinhas coisas íntimas que jamais na vida falariam com seus pais.
Isso está demonstrando que não há confiança verdadeira entre pais e filhos, que não há verdadeiro amor.
Faz-se urgente compreender que existe uma diferença radical entre o amor e isso que é respeito, temor, dependência e medo.
É urgente saber respeitar nossos pais e professores, mas não confundir respeito com amor.
O respeito e o amor devem estar intimamente unidos, mas não devemos confundir um com o outro.
Os pais temem por seus filhos e desejam para eles o melhor: uma boa profissão, um bom casamento, proteção etc.
Porém, confundem esse temor com o verdadeiro amor.
Faz-se necessário compreender que, sem amor verdadeiro, é impossível para os pais e professores guiar as novas gerações sabiamente, ainda que tenham muito boas intenções.amor2
O caminho que conduz ao abismo está empedrado de boas intenções.
Vejamos o caso mundialmente conhecido dos “rebeldes sem causa”. Esta é uma epidemia mental que se propagou pelo mundo inteiro.
Multidões de jovens “bem nascidos”, dizem que muito amados por seus pais, muito mimados, muito queridos assaltam transeuntes indefesos, atacam e violentam mulheres, roubam, apedrejam, andam em bandos causando dano por todas as partes, faltam com o respeito aos professores e pais de família.
Os “rebeldes sem causa” são o produto da falta de verdadeiro amor. Onde existe verdadeiro amor, não pode existir “rebeldes sem causa”.
Se os pais de família amassem de verdade seus filhos, saberiam orientá-los inteligentemente e, então, não existiriam os “rebeldes sem causa”.
Os “rebeldes sem causa” são o resultado de uma má orientação. Os pais de família não tiveram amor suficiente para dedicarem-se de verdade a orientar os seus filhos sabiamente.
Os pais de família modernos só pensam em dinheiro. Só pensam em dar a seu filho o carro último modelo, as roupas da moda, etc. Não os amam de verdade, não sabem amar, por isso, surgem os “rebeldes sem causa”.
A superficialidade desta época deve-se à falta de verdadeiro amor. A vida moderna é semelhante a um charco sem profundidade. No fundo lago da vida, podem viver muitas criaturas, muitos peixes, mas a poça da beira do caminho logo seca com os ardentes raios do sol e a única coisa que resta é o lodo, a podridão, a fealdade…
É impossível compreender a beleza da vida em todo seu esplendor, se ainda não aprendemos a amar.
As pessoas confundem o respeito e o temor com isso que se chama amor.
Respeitamos nossos superiores e os tememos, e, então, julgamos que os amamos.
As crianças temem seus pais e professores, os respeitam, e, assim, pensam que os amam.
A criança teme a surra, a bronca, a nota ruim, a censura em casa ou na escola, etc. Assim, crê que ama seus pais e professores; mas, na realidade, só os teme.
Dependemos do emprego e do patrão, tememos a miséria, o desemprego e, assim, cremos que amamos o patrão e até cuidamos de seus interesses, cuidamos de suas propriedades. Porém, isso não é amor, isso é temor.
Muita gente tem medo de pensar por si mesma nos mistérios da vida e da morte, medo de inquirir, de investigar, compreender, estudar, etc. Então, exclamam: Eu amo a Deus e isso é suficiente! Creem que amam a Deus, porém, na realidade, não amam, temem.
Em tempos de guerra, a esposa sente que adora seu marido mais do que nunca e deseja com ansiedade infinita sua volta à casa. Contudo, na realidade, não o ama, apenas tem medo de ficar sem marido e sem proteção.
A escravidão psicológica, a dependência, depender de alguém, não é amor, é unicamente temor. Isso é tudo.
A criança em seus estudos depende do professor e da professora e, é claro que teme a expulsão, a nota ruim, a censura, etc. Muitas vezes, julga que os ama, mas o que acontece é que os teme.
Quando a esposa está no parto, ou em perigo de vida por alguma doença, o marido acha que a ama muito mais, mas. na realidade, o que acontece é que teme perdê-la, depende dela em muitas coisas, como comida, sexo, roupa lavada, carinho etc. Ele teme perdê-la e isso não é amor.
Todo mundo diz que adora todo mundo, mas tal coisa não existe. É muito raro achar alguém na vida que saiba verdadeiramente amar.
Se os pais amassem de verdade a seus filhos, se os filhos amassem de verdade a seus pais, se os professores amassem de verdade a seus alunos e alunas, não poderia haver guerras. As guerras seriam completamente impossíveis.
O que ocorre é que as pessoas não compreenderam o que é o amor e confundem todo temor, toda escravidão psicológica, toda paixão, etc., com isso que se chama amor.
As pessoas não sabem amar. Se as pessoas soubessem amar, a vida seria, de fato, um paraíso.
Os namorados creem que estão amando e muitos até seriam capazes de jurar com sangue que estão amando. No entanto, só estão apaixonados. Satisfeita a paixão, o castelo de cartas vem abaixo.
A paixão costuma enganar a mente e o coração. Todo apaixonado pensa que está enamorado.
amor3É muito raro encontrar na vida algum casal verdadeiramente enamorado. São muitos os casais de apaixonados, porém, é dificílimo encontrar um casal de enamorados.
Os artistas cantam ao amor, mas não sabem que coisa é o amor e confundem-no com a paixão.
Se existe algo difícil nesta vida, é não confundir a paixão com o amor.
A paixão é o veneno mais delicioso e mais sutil que se pode conceber e termina sempre triunfando, a preço de sangue.
A paixão é cem por cento sexual e animal, mas, algumas vezes, é também muito refinada e sutil. Sempre a confundimos com o amor.
Os professores e professoras devem ensinar aos alunos, jovens e senhoritas, a diferenciar entre amor e a paixão.
Somente assim se evitará mais tarde muitas tragédias na vida.
Os professores e professoras estão obrigados a formar a responsabilidade dos alunos e alunas. Por isso, eles devem prepará-los devidamente para que não se convertam em trágicos na vida.
É preciso compreender o que é o amor, isso que não se pode misturar com ciúmes, paixões, apegos, violências, temor, dependência psicológica etc.
Infelizmente, o amor não existe nos seres humanos e, tampouco, é algo que se pode adquirir, comprar, cultivar como flor de jardim etc.
O amor tem de nascer em nós e só nasce quando compreendemos a fundo o ódio que levamos dentro, o temor, a paixão sexual, o medo, a escravidão psicológica, a dependência etc.
Temos de compreender o que são estes defeitos psicológicos, temos de compreender como eles se manifestam em nós não só no nível intelectual da vida, mas também em outros níveis ocultos e desconhecidos do subconsciente.
Faz-se necessário extrair dos diferentes esconderijos da mente todos esses defeitos. Somente assim nasce em nós de forma espontânea e pura isso que se chama amor.
É impossível querer transformar o mundo sem a labareda do amor. Só o amor pode de verdade transformar o mundo.
Samael Aun Weor, Educação Fundamental.
Posted: 04 Mar 2015 11:52 AM PST

A ambição tem várias causas e uma delas é isso que se chama medo.
O humilde rapaz que nos parques das luxuosas cidades engraxa os sapatos dos orgulhosos cavalheiros poderia se converter em ladrão, se chegasse a ter medo da pobreza, medo de si mesmo ou medo do seu futuro.
A humilde balconista que trabalha na faustosa loja do potentado poderia se converter em ladra ou prostituta da noite para o dia se chegasse a sentir medo do futuro, medo da vida, medo da velhice, medo de si mesma etc.
O elegante garçom do restaurante de luxo ou do grande hotel poderia se converter num gangster, num assaltante de bancos ou num fino ladrão se, por desgraça, chegasse a sentir medo de si mesmo, de sua humilde posição de garçom, de seu próprio futuro etc.
ambicao1O insignificante inseto ambiciona ser elegante. O pobre empregado vendedor que atende a clientela, e que com tanta paciência mostra a gravata, a camisa, os sapatos, que faz tantas reverências, sempre sorrindo com fingida mansidão, ambiciona algo mais porque tem medo, muito medo, medo da miséria, medo de seu futuro sombrio, medo da velhice etc.
A ambição é polifacética. A ambição tem cara de santo e cara de diabo, cara de homem e cara de mulher, cara de interesse e cara de desinteresse, cara de virtuoso e cara de pecador.
Existe ambição naquele que quer se casar e no velho solteirão empedernido que detesta o casamento.
Existe ambição naquele que deseja com infinita loucura ser alguém, destacar-se, subir etc., e existe ambição naquele que se faz anacoreta, que não deseja nada deste mundo; sua única ambição é alcançar o céu, libertar-se etc.
Existem ambições terrenas e ambições espirituais. Às vezes, a ambição usa a máscara de desinteresse e do sacrifício.
Quem não ambiciona este mundo ruim e miserável, ambiciona o outro. Quem não ambiciona dinheiro, ambiciona poderes psíquicos.
O eu, o mim mesmo, o si mesmo, encanta-se em esconder a ambição, em metê-la nos esconderijos mais secretos da mente, para dizer em seguida: Eu não ambiciono nada. Eu amo meus semelhantes. Eu trabalho desinteressadamente pelo bem de todos os seres humanos.
O político esperto e que todos conhecem, às vezes, assombra às multidões com suas obras aparentemente desinteressadas. Mas, quando abandona seu cargo político, é apenas normal que saia de seu país com uns quantos milhões de dólares.
A ambição disfarçada com a máscara do desinteresse costuma enganar as pessoas mais astutas. Existe no mundo muita gente que só ambiciona não ser ambiciosa.
São muitas as pessoas que renunciam a todas as pompas e vaidades do mundo, porque só ambicionam a própria autoperfeição íntima.
ambicao2O penitente que caminha de joelhos até o templo e se flagela cheio de fé, não ambiciona aparentemente nada e até se dá ao luxo de dar sem tirar nada de ninguém.
Mas, é claro que ambiciona o milagre de sua cura, a saúde para si mesmo ou para algum familiar ou ainda a salvação eterna.
Nós admiramos os homens e as mulheres verdadeiramente religiosos, porém, lamentamos que não amem a sua religião com todo desinteresse. As santas religiões, as seitas sublimes, ordens, sociedades espirituais etc., merecem o nosso amor desinteressado.
É muito raro encontrar neste mundo uma pessoa que ame sua religião, sua escola, sua seita etc., desinteressadamente. Isto é lamentável!
Todo mundo está cheio de ambições. Hitler lançou-se à guerra por ambição. Todas as guerras têm sua origem no medo e na ambição. Os problemas mais graves da vida têm sua origem na ambição.
Todo mundo vive em luta contra todo mundo devido à ambição; uns contra os outros e todos contra todos.
Toda pessoa ambiciona ser algo na vida. As pessoas já de certa idade, professores, pais de família, tutores etc., estimulam os meninos, as meninas, as senhoritas, os jovens, a seguir pelo horrendo caminho da ambição.
Os adultos dizem aos jovens que eles têm de ser alguma coisa na vida, que têm de ficar ricos, que devem casar com gente milionária, ser poderosos…
As gerações mais velhas, horríveis, feias, antiquadas, querem que as novas gerações sejam também ambiciosas, feias e horríveis como elas.
O mais grave de tudo isso é que a gente nova se deixa levar, se deixa conduzir pelo horrível caminho da ambição.
Os professores e professoras devem ensinar aos alunos e alunas que nenhum trabalho honrado merece desprezo. É absurdo olhar com desprezo o motorista de táxi, o balconista, o camponês, o engraxate etc.
Todo trabalho humilde é belo. Todo trabalho humilde é necessário na vida social. Nem todos nasceram para engenheiro, advogado, governador, presidente, doutor etc. No conglomerado social, todos os trabalhos são necessários, todos os ofícios; nenhum trabalho honrado deve jamais ser depreciado.
ambicao3Na vida prática, cada ser humano serve para alguma coisa. O importante é saber para o que serve cada um.
O dever dos professores e professoras é descobrir a vocação de cada estudante e orientá-lo nesse sentido. Aquele que trabalhar na vida de acordo com a sua vocação, trabalhará com verdadeiro amor e sem ambição.
O amor deve substituir a ambição. A vocação é aquilo que realmente nos agrada, aquela profissão que desempenhamos com alegria, porque é o que nos agrada, o que amamos.
Infelizmente, na vida moderna, as pessoas trabalham sem gosto e por ambição; exercem profissões que não coincidem com a sua vocação. Quando alguém trabalha no que gosta, em sua verdadeira vocação, o faz com amor porque ama sua vocação, porque suas atitudes para a vida são precisamente as de sua vocação.
Esse é precisamente o trabalho dos professores. Saber orientar os alunos e alunas para que descubram suas aptidões; orientá-los pelo caminho de sua autêntica vocação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

GRATA PELO COMENTARIO

TERESA