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domingo, 29 de março de 2015

Novos Textos no GnosisOnline A busca da segurança

Novos Textos no GnosisOnline

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Posted: 03 Mar 2015 12:18 PM PST

Quando os pintinhos sentem medo, escondem-se debaixo das asas amorosas da galinha em busca de segurança.
A criança assustada corre em busca de sua mãe, porque, junto a ela, se sente segura.
Fica, portanto, demonstrado que o medo e a busca de segurança estão sempre intimamente associados.
O homem que teme ser assaltado por bandidos busca segurança em seu revólver.
seguranca-medoO país que teme ser atacado por outro comprará canhões, aviões, navios de guerra, armará exércitos e se porá em pé de guerra.
MUITA GENTE QUE NÃO SABE TRABALHAR, ATERRORIZADA DIANTE DA MISÉRIA, BUSCA SEGURANÇA NO DELITO E SE TORNA LADRÃO, ASSALTANTE, ETC. MUITAS MULHERES, POR FALTA DE INTELIGÊNCIA, ASSUSTADAS DIANTE DA POSSIBILIDADE DA MISÉRIA, CONVERTEM-SE EM PROSTITUTAS.
O homem ciumento teme perder sua mulher e busca segurança na arma; mata e depois, é claro, vai parar na cadeia.
A mulher ciumenta mata sua rival ou seu marido e assim se converte em assassina. Ela teme perder o marido e, querendo segurá-lo, mata a outra ou resolve matar o marido.
O proprietário temeroso de que o inquilino não pague o aluguel da casa exige contratos, fiadores, depósitos etc., querendo assim se assegurar; e se uma viúva pobre e cheia de filhos não pode preencher tão tremendos requisitos, e se todos os proprietários de casas de uma cidade pedem a mesma coisa, a infeliz terá de ir dormir com seus filhos na rua ou em algum parque.
Todas as guerras tiveram sua origem no medo.
As Gestapos, as torturas, os campos de concentração, as Sibérias, as espantosas prisões, os exílios, trabalhos forçados, fuzilamentos etc. têm sua origem no medo.
seguranca-medo2As nações atacam outras nações por medo, buscam segurança na violência. Creem que matando, invadindo, etc., poderão fazer-se seguras, fortes e poderosas.
Nos escritórios das polícias secretas, de contraespionagem etc., tanto no leste como no oeste, se torturam os espiões, se os teme, querem fazê-los confessar com o propósito de tornar o estado mais seguro.
Todos os delitos, todas as guerras, todos os crimes têm sua origem no medo e na busca de segurança.
Em outros tempos, havia sinceridade entre as pessoas. Hoje, o medo e a busca de segurança acabaram com a maravilhosa fragrância da sinceridade.
O amigo desconfia do amigo, pois teme que este o roube, o engane, o explore etc. Até existem máximas estúpidas e perversas como esta: “Nunca dês as costas ao teu melhor amigo”. Os hitlerianos diziam que esta máxima era de ouro.
Ora, se o amigo teme o amigo e até usa máximas para se proteger, já não há sinceridade entre os amigos. O medo e a busca de segurança acabaram com a deliciosa fragrância da sinceridade.
Fidel Castro em Cuba fuzilou milhares de cidadãos, temeroso de que acabassem com ele. Castro busca segurança fuzilando. Crê que assim se manterá seguro.
Stalin, o perverso e sanguinário Stalin, empesteou a Rússia com seus sangrentos expurgos. Esta era a sua maneira de procurar segurança.
seguranca-medo3Hitler organizou a Gestapo, a terrível Gestapo, para segurança do Estado. Não resta dúvida de que temia que o derrubassem e por isso fundou-a.
Todas as amarguras deste mundo têm origem no medo e na busca de segurança.
Os professores e professoras de escola devem ensinar aos alunos e alunas a virtude da coragem.
É lamentável encher os meninos e meninas de temor, começando no próprio lar.
Os meninos e meninas são ameaçados, intimidados, atemorizados, levam pauladas etc.
Os pais de família e os professores costumam atemorizar as criança e os jovens com o propósito de fazê-los estudar.
Geralmente, se diz às crianças e aos jovens que, se não estudarem, terão de pedir esmola, de vagar famintos pelas ruas, de exercer trabalhos muito humildes como engraxar sapatos, carregar fardos, vender jornais, trabalhar no arado etc. como se trabalhar fosse um delito.
No fundo, atrás de todas estas palavras dos pais e dos professores, está o medo pelo filho e a busca de segurança para o filho.
O grave de tudo isto que estamos dizendo é que a criança e o jovem ficam complexados, enchem-se de temor e, mais tarde na vida prática, serão sujeitos cheios de medo.
Os pais de família e professores que têm o mau gosto de assustar os meninos e meninas, os jovens e as senhoritas, de forma inconsciente os estão encaminhando para o caminho do delito, pois, como já dissemos, todo delito tem sua origem no medo e na busca de segurança.
Hoje em dia, o medo e a busca de segurança converteram o planeta Terra num espantoso inferno. Todo mundo teme. Todo mundo quer segurança.
Em outros tempos, podia-se viajar livremente. Agora, as fronteiras estão cheias de guardas armados, que exigem passaportes e atestados de todo tipo para se ter o direito de passar de um país a outro.
Tudo isso é o resultado do medo e da busca de segurança. Teme-se o que viaja, teme-se quem chega e busca-se segurança em passaportes e papéis de todo tipo.seguranca-medo5
Os professores de escolas, colégios e universidades devem compreender o horror de tudo isso e cooperar para o bem do mundo, sabendo como educar as novas gerações: ensinando-lhes o caminho da coragem autêntica.
É urgente ensinar às novas gerações a não temer e a não buscar segurança em nada nem ninguém. É indispensável que todo indivíduo aprenda a confiar mais em si mesmo.
O medo e a busca de segurança são terríveis fraquezas que converteram a vida num espantoso inferno. Por todas as partes abundam os covardes, os medrosos, os fracos, que andam sempre em busca de segurança.
Teme-se a vida, teme-se a morte, teme-se o que dirão, o diz que disse, teme-se perder a posição social, a posição política, o prestígio, o dinheiro, a bela casa, a bonita mulher, o bom marido, o emprego, o negócio, a loja, os móveis, o carro etc. Teme-se a tudo e por todas as partes abundam os covardes, os fracos, os medrosos etc. Mas ninguém se julga covarde; todos se presumem fortes, valentes etc.
Em todas as categorias sociais, há milhares e milhões de interesses que se temem perder e, por isso, todo mundo busca seguranças que, por força de se fazerem cada vez mais e mais complexas, tornam, de fato, a vida cada vez mais complicada, cada vez mais difícil, cada vez mais amarga, cruel e impiedosa.
Todas as fofocas, todas as calúnias, as intrigas etc., têm sua origem no medo e na busca de segurança.
Para não perder a fortuna, a posição, o prestígio, o poder, etc., propagam-se as calúnias e as intrigas. Assassina-se e paga-se para que se assassine em segredo.
Os poderosos da terra até dão-se ao luxo de terem assassinos contratados e muito bem pagos, com o asqueroso propósito de eliminar todo aquele que ameace os eclipsar.
Eles amam o poder pelo próprio poder e o asseguram à base de dinheiro e muito sangue. Os jornais constantemente estão dando notícias de inúmeros casos de suicídio.
Muitos julgam que quem se suicida é um valente, mas, na realidade, quem se suicida é um covarde que tem medo da vida e que busca segurança nos descarnados braços da morte.
seguranca-medo4Alguns heróis de guerra foram conhecidos como pessoas fracas e covardes, mas seu terror foi tão espantoso quando se viram cara a cara com a morte que se tornaram terríveis feras buscando segurança para sua vida, fazendo um esforço supremo contra a morte. Então, foram declarados heróis.
Costuma-se confundir o medo com a coragem. Quem se suicida parece muito valente e quem carrega uma arma também parece ser muito valente, mas, na realidade, os suicidas e os pistoleiros são bastante covardes.
Quem não tem medo da vida não se suicida. Quem não tem medo de ninguém não carrega uma pistola na cintura. É urgente que os professores e professoras ensinem aos cidadãos de forma clara e precisa o que é a coragem de verdade e o que é o medo. O medo e a busca de segurança converteram o mundo em um espantoso inferno.
Posted: 03 Mar 2015 08:53 AM PST

No lar e na escola, os pais de família e os professores sempre nos dizem o que devemos pensar, mas jamais na vida nos ensinam COMO PENSAR.
Saber o que pensar é relativamente fácil. Nossos pais, professores, tutores, autores de livros etc., são, cada um, ditadores ao seu modo. Cada um deles quer que pensemos em seus ditos, exigências, teorias, preconceitos etc.
Os ditadores da mente abundam como erva daninha. Existe por todas as partes uma tendência perversa para escravizar a mente alheia, para engarrafá-la, para obrigá-la a viver dentro de determinadas normas, preconceitos, escolas etc.
Os milhares e milhões de ditadores da mente jamais quiseram respeitar a liberdade mental de ninguém. Se alguém não pensa como eles pensam, é classificado de perverso, renegado, ignorante etc. Todo mundo quer escravizar todo mundo.
pensar1Todo mundo quer atropelar a liberdade intelectual dos demais. Ninguém quer respeitar a liberdade do pensamento alheio. Cada um se julga judicioso, sábio, maravilhoso etc., e quer, como é natural, que os outros sejam como ele, que o convertam em modelo e que pensem como ele.
Abusou-se demasiado da mente. Observem os comerciantes e sua propaganda através do jornal, do rádio ou da televisão. A propaganda comercial é feita de forma ditatorial. Compre o sabão tal!
Os sapatos tal! Tantos reais! Tantos dólares! Compre agora mesmo! Imediatamente! Não deixe para amanhã! Tem de ser imediatamente! Etc. Só falta dizer que se não obedecermos, nos metem na cadeia ou nos assassinam.
O pai quer meter suas ideias à força no filho, e o professor na escola censura, castiga e dá notas baixas se o rapaz ou a moça não aceita suas ideias expostas ditatorialmente.
Metade da humanidade quer escravizar a mente da outra metade. Essa tendência a escravizar a mente dos demais salta aos olhos quando estudamos as negras páginas da negra história.
Por todas as partes existiram e existem sangrentas ditaduras empenhadas em escravizar os povos. Sangrentas ditaduras que ditam o que a gente deve pensar. Infeliz daquele que tente pensar livremente, inevitavelmente irá para os campos de concentração da Sibéria, para a prisão, para os trabalhos forçados, para a forca, o fuzilamento, o exílio, etc.
Tanto os professores e professoras, os pais de família e os livros não querem ensinar COMO PENSAR.
As pessoas adoram obrigar os outros a pensar de acordo com o que creem e é claro que nisto cada um é um ditador a seu modo. Cada um se julga a última palavra, cada um crê firmemente que todos os outros devem pensar como ele, porque ele é o melhor do melhor.pensar2
Pais de família, professores, patrões etc., censuram e voltam a censurar seus subordinados.
É espantosa essa horrível tendência da humanidade a faltar com o respeito aos outros, a atropelar a mente alheia, a enjaular, prender, escravizar, acorrentar, o pensamento alheio.
O marido quer meter à força suas ideias, sua doutrina, na cabeça da mulher e esta quer fazer a mesma coisa com ele.
Muitas vezes, marido e mulher se divorciam por incompatibilidade de ideias.
Os cônjuges não querem compreender a necessidade de se respeitar a liberdade intelectual alheia. Nenhum cônjuge tem o direito de escravizar a mente do outro. Cada um é de fato digno de respeito. Cada um tem o direito de pensar como quiser, de professar sua religião e de pertencer ao partido político que quiser.
Aos meninos e meninas na escola se obriga a pensar em tais ou quais ideias, porém, não se lhes ensina a dirigir a mente.
A mente das crianças é delicada, elástica e dúctil, enquanto que a dos velhos já está endurecida, rija como argila em um molde; já não muda e não pode mudar.
A mente dos meninos e jovens é suscetível de muitas mudanças; pode mudar.
Aos meninos e jovens pode-se ensinar COMO PENSAR. Aos velhos é muito difícil ensinar isto, porque eles já são como são e assim morrem. É muito raro encontrar na vida algum velho interessado em mudar radicalmente.
A mente das pessoas é moldada desde a infância. Isto é o que os pais de família e os professores de escola preferem fazer. Eles gozam dando forma à mente das crianças e jovens.
Mente metida em um molde é, de fato, mente condicionada, mente escrava.
É preciso que os professores e professoras rompam os grilhões da mente.
É urgente que os professores saibam dirigir a mente das crianças para a verdadeira liberdade, para que não se deixem escravizar mais.
É indispensável que os professores ensinem aos alunos e alunas COMO SE DEVE PENSAR.
Os professores devem compreender a necessidade de ensinar aos alunos e alunas o caminho da análise, da meditação e da compreensão.
pensar3Nenhuma pessoa compreensiva deve aceitar jamais de forma dogmática nada. Primeiro é preciso investigar, inquirir e compreender antes de aceitar.
Em outras palavras, diremos que não há necessidade de aceitar, e sim de investigar, analisar, meditar e compreender.
Quando a compreensão é plena, a aceitação é desnecessária.
De nada serve enchermos a cabeça de informação intelectual, se, ao sairmos da escola, não sabemos pensar e continuamos como autômatos viventes, como máquinas, repetindo a mesma rotina de nossos pais, avós, bisavós etc.
Repetir sempre a mesma coisa, viver vida de máquina, da casa para o escritório e do escritório para casa, casar para se converter em maquininha de fazer filhos, isso não é viver. Se para isso estudamos, se para isso fomos à escola, ao colégio e à universidade durante dez ou quinze anos, melhor teria sido não estudar.
Mahatma Gandhi foi um homem bem singular. Muitas vezes, os pastores protestantes sentaram-se à sua porta por horas inteiras lutando para convertê-lo ao cristianismo protestante. Gandhi não aceitava o ensinamento dos pastores, tampouco o rejeitava. Compreendia-o, respeitava-o e isso era tudo.
Muitas vezes o Mahatma dizia: “Eu sou brâmane, judeu, cristão, maometano…” O Mahatma compreendia que todas as religiões são necessárias, porque todas elas conservam os mesmos valores eternos.
Isso de rejeitar ou aceitar alguma doutrina ou conceito revela falta de maturidade mental. Quando rejeitamos ou aceitamos alguma coisa, é porque não a compreendemos.
Onde há compreensão, a aceitação ou a rejeição ficam sobrando.
A mente que crê, a mente que não crê ou a mente que duvida é mente ignorante.
O caminho da sabedoria não consiste em crer, não crer ou duvidar.
O caminho da sabedoria consiste em inquirir, analisar, meditar e experimentar.
A verdade é o desconhecido de momento a momento. A verdade nada tem que ver com o que alguém acredita ou o que deixe de acreditar, nem tampouco com o ceticismo.
A verdade não é questão de aceitar ou de rejeitar. A verdade é questão de experimentar, viver, compreender.
Todo o esforço dos professores deve ser para levar, em última síntese, aos alunos e alunas à experiência do real, do verdadeiro.
É urgente que os professores e professoras abandonem essa tendência antiquada e perniciosa de modelar a mente plástica e dúctil das crianças.
É absurdo que pessoas adultas, cheias de preconceitos, paixões, ideias preconcebidas e antiquadas, atropelem a mente das crianças e dos jovens, procurando modelar suas mentes de acordo com suas ideias rançosas, estúpidas e antiquadas.
Melhor é respeitar a liberdade intelectual dos alunos e alunas, respeitar sua prontidão mental e sua espontaneidade criadora.
Os professores e professoras não têm o direito de enjaular a mente dos alunos e alunas.
O fundamental não é ditar à mente dos alunos o que deve pensar, e sim ensinar-lhes COMO PENSAR de forma completa.
A mente é o instrumento do conhecimento, e é necessário que os professores e professoras ensinem aos alunos e alunas a dirigir sabiamente esse instrumento.
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Posted: 03 Mar 2015 06:03 AM PST
Teologia Gnóstica
Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.
A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significavam extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.
Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características:
Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.
Sarasvati é o aspecto feminino/materno de Brahma, sua consorte e esposa sagrada. Brahma e Sarasvati, na “mitologia” judaica, seriam Abraão e Sara.
Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.
Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade do deus e da deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.
Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve às vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.
Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.
Kali é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruímos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição efetua-se nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, mencionada no Apocalipse de São João.
Nandi, o touro sagrado para o povo do Hindustão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva, de quem é montaria, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.
Kartiqueia (ou Scanda) substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana com sua constância no trabalho interior, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade inquebrantável (Thelema), necessária para a Vitória.
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Ganesh, ou Ganesha, é filho de Shiva, com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito.
É a Sabedoria Divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.
Existe um grande mestre da Fraternidade Branca chamado Ganesh, que, invocado, nos ajuda a “abrir caminhos”, tanto materiais quanto espirituais…
Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.
Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal e de crises. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia interior, sexual, transmutada.
Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.
Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e restabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.
Narasima. O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.
Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.
Parasurama foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível, inexorável e invencível.
Rama, O herói da epopeia literário-religiosa “O Ramaiana”, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-Raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.
Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do Bhagavad Gita. Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.
Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascensionado está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.
Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.
Sita, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.
Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.
Garuda, a montaria de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era às vezes confundida com o deus do fogo, Ágni. Esse ser alado tem a mesma simbologia de Al-Buraq, que levou o profeta Maomé de Meca a Jerusalém em poucos segundos.
Posted: 03 Mar 2015 06:03 AM PST
Mulher Gnóstica
Quem imagina que somente os mestres homens trabalham intensamente pelo bem da humanidade engana-se redondamente. Há inúmeras mestras e bodhisatvas de compaixão que minimizam o sofrimento do ser humano e também combatem o mal dentro do próprio ser humano, e fora dele, na sociedade.
Diversas mestras da Fraternidade Branca, sob as ordens da Mãe do Mundo, trabalham intensa e secretamente para minimizar nosso sofrimento.
Elas lutam por nós, seus filhos amados, libertando-nos do jugo dos que escravizam sociedades e países inteiros, como ocorreu na ex-União Soviética, nas guerras fratricidas na África, nos Bálcãs etc.
E uma das mestras mais compassivas e ativas no Oriente é a bodhisatva chamada Kwan Yin, grande mestra da Fraternidade Branca e ativa guerreira da Luz no mundo astral. E digna representação da Mãe Divina em seu Raio Oriental.
Estátua de Kwan Yin recentemente inaugurada na China, com 108 metros de altura, centro de grandes peregrinações (clique na imagem para ampliar)
A bodhisatva Kwan Yin tem grande poder, e sua energia astral está transformando a tirania comunista chinesa em algo mais humano, e com o tempo esse país se libertará do materialismo, e assim os movimentos esotéricos iniciáticos, como a gnose empreendida por Samael Aun Weor, entrarão vitoriosos na China.
Poucas pessoas no Brasil sabem, mas na China a veneração à Mãe Divina, na forma dessa bodhisatva, está crescendo avassaladoramente.
Há poucos anos, na região sulista de Hainan, importante centro turístico, foi erigida, em honra a essa deusa, uma estátua de incríveis 108 metros de altura, e está se transformando em grande centro de peregrinação de todo o Oriente budista.
Quem diria, um país oficialmente ateu e antirreligioso se transformando em centro de culto à Mãe Divina!!!
Os budistas chineses propagam – por enquanto discretamente, é claro – Kwan Yin como a capitã que dirige o “barco da salvação”, que leva todos os seus filhos que A amam para os Paraísos dos Budas, longe dos suplícios do Inferno (que na China é representado por uma vasta região extremamente gelada).
Geralmente, Ela é pintada empunhando em suas mãos armas mágicas capazes de destruir os demônios (o Ego, na visão gnóstica, que torna a vida do ser humano cheia de sofrimentos), e em outras vemos essa bodhisatva divina mostrando o yoni mudra, a posição que mostra a todos os Buscadores da Verdade qual é a verdadeira porta de salvação (o Arcano AZF).
Graças à venerável mestra Kwan Yin, a China está um pouco mais livre do materialismo… O mesmo fizeram as grandes mestras no Ocidente há pouco tempo, que lutaram intensamente para dissolver a magia negra no Vaticano e na China (essa “Grande Fraternidade Negra tem o nome, na China, de O Grande Dragão Negro).
Elas acabaram ou minimizaram os efeitos devastadores da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais, do comunismo russo, da guerra genocida na ex-Iugoslávia, em Ruanda, no Egito e outros países árabes etc.
Portanto, quem imagina que somente os grandes homens da Fraternidade Branca estão se sacrificando em prol da humanidade engana-se redondamente. As mestras guerreiras estão cada vez mais superatuantes.

Por que os Esforços pela Paz Mundial

Esotericamente, a Venerável Loja Branca precisa “limpar o caminho” para a passagem triunfante dos ensinamentos iniciáticos (especialmente gnósticos, profundamente revolucionários) em todos os rincões da Terra, e o está fazendo até nos dias de hoje.
Não é por acaso que a União Soviética foi dissolvida, inúmeros tiranos foram postos de lado, como no na África, no Oriente Médio, Américas e Norte da África.
O próximo passo para o processo de libertação política será a China. E Kwan Yin com toda certeza lutará intensamente para que a paz e a liberdade na China se restabeleçam, pelo menos o suficiente para que a Gnose chegue aos chineses que tiverem anelos espirituais.
A Loja Branca luta incansavelmente para libertar países e regiões de toda sorte de escravidão, de tirania, que se espalhou ao longo da história, para que não haja uma única fronteira fechada aos ensinamentos iniciáticos, e por isso, miríades de Mestras trabalham dia e noite, sob as ordens do Cristo Cósmico, para que a Luz seja levada a todos, antes do fim do Ciclo Planetário, que se avizinha…
Alguém duvida disso?

Um Pouco Mais Sobre Kwan Yin

Sem dúvida nenhuma, Kwan Yin é a mais amada das deidades do mundo chinês. Sua figura trascendeu as categorias religiosas. Como expressão da Mãe Divina no Extremo Oriente, o atributo particular de Kwan Yin é sua misericórdia, que a faz ser acessível a todos, seja em complexos rituais de invocação ao Eterno Feminino de Deus, seja em singelas orações praticadas em casa.
Crê-se que resgatará a qualquer que acuda a Ela em momentos de crise. Sua forma e atributos são um chamado ao coração dos que A veem para que despertem neles suas qualidades. Especial poder lhe é atribuído ante os perigos produzidos pela água, os demônios, o fogo ou as armas.
Compreende a natureza de nossos temores e as angústias, e responde a essas situações com compaixão. Deusa Mãe, Ela ouve as orações saídas do coração daqueles que desejam ter descendência. Ela é toda amor e a encarnação da graça e beleza.
Misericordiosa Mãe Divina Kwan Yin, expressão do Cristo Cósmico
Diz a tradição mítica que Kwan Yin nasceu com rosário de cristal branco em sua mão direita e uma flor de lótus em sua esquerda, representando que Ela já nasceu pronta para amar e ajudar a humanidade.
Em todo o Oriente (e cada vez mais aqui, no Ocidente) há altares dedicados a esta Mãe misericordiosa, assim como templos, grutas, grandes monumentos e estátuas.
A massiva imigração de orientais para a América e a Europa em busca de uma vida melhor contribuiu para a difusão da imagem de Kwan Yin, fazendo que se vejam altares dedicados a Ela em diversos lugares, como no bairro da Liberdade, em São Paulo, e nos bosques ao norte da Califórnia.
Sua Luz arde incessantemente nos lábios de seus devotos, os quais buscam sua orientação, consolo e apoio em todas as áreas da vida, especialmente no trabalho de libertação psicológica…
Não é em vão que seu nome significa: “A que contempla o (suplicante) som do mundo”.  Outra fórmula mântrica (para invocarmos a Mestre Kwan Yin) do nome é Kwan Shih Yin, e quer dizer: “Aquela que quer, observa e ouve o som do mundo”.
Na mitologia chinesa, Kwan Yin é uma Deusa de tipo Mãe-Protetora. Quando o Budismo chegou à China, acreditou-se ser mais apropriado que a virtude da Compaixão Divina fosse representada com aspecto feminino.
Assim, o bodhisatva Avalokitesvara passou a ser identificado com um personagem antiquíssimo adorado muito antes do budismo e de outras religiões chinesas, a bodhisatva Kwan Yin. Ou seja, essa deusa é preexistente ao budismo e este o que fez foi “sincretizá-la” como uma entidade de eminente conteúdo budista.
Sua origem remontaria muitos séculos atrás, vinculando-se rapidamente não somente ao budismo, mas também ao taoísmo, ao xintoísmo e, recentemente, ao neopaganismo. Alguns vão mais além e veem suas origens na tradição da Deusa na Pérsia ou até a uma adaptação do Deus Mitra da religião zoroastriana.
Kuan Yin1O primeiro monge budista e tradutor que se referiu a Kwan Yin no gênero feminino foi Kumarajiva em sua tradução para o chinês do Sutra do Lótus no ano 406 de nossa era.
Das 33 (o número que se relaciona com ela) aparições da bodhisatva nessa tradução, 7 são em gênero feminino.
Sem embargo, até o século 10º, seguiu-se representando Kwan Yin em aspecto masculino (por isso sua ligação tanto com o Avalokitesvara tibetano quanto com o Mithra persa, duas representações do Cristo Cósmico e sua derivação misericordiosa, Kwan Yin).
Com a introdução do budismo tântrico na China no século 8º durante a dinastia Tang, a imagem da bodhisatva como uma formosa Deusa vestida de branco era predominante e crescente em popularidade.
No século 9º havia uma estátua da Deusa em cada monastério budista da China. Na linha budista chamada Terra Pura, Kwan Yin forma parte de uma tríade representada plasticamente nos templos e é tema habitual da arte búdica: no centro aparece o Buda da Luz Infinita, Amitaba (em chinês, A-mi-to Fo; e em japonês, Amida).
À direita está o bodhisatva da Força e do Poder, Mahasthamaprapta, e à sua esquerda vemos Kwan Yin, personificando a misericórdia sem fim.
Kuan Yin2

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TERESA